Elaborada por uma equipe de professores e pesquisadores, a Agenda Afrobrasileira será publicada e comercializada anualmente com o propósito de divulgar datas e acontecimentos importantes do calendário africano e afrobrasileiro. Simples de consultar, funcional e com um rico tratamento estético, cada edição abordará temas relacionados com a história do negro no Brasil e no mundo e com a influência africana na construção de nossa identidade. Abaixo, mais informações sobre este projeto.
O b j e t i v o s
O Brasil e a África estão separados por um Oceano. Um Oceano do tamanho da ignorância e preconceito em relação aquele continente — que, aliás, é quase sempre confundido como sendo um único país. A proposta da “Agenda Afrobrasileira” pretende justamente aproximar os brasileiros e os povos das nações africanas a partir do que existe de comum entre eles. Afinal, num determinado momento, suas histórias se confundem e suas culturas se entrelaçam. Desde que a Agenda foi lançada pela primeira vez, em 1994, algumas conquistas foram alcançadas pela militância. A tendência é que o nível de conhecimento sobre o continente africano melhore no país. Certamente, lembrar mitos, personagens, acontecimentos e datas que fazem parte da história do Brasil e da África é também uma das maneiras de combater o racismo e de ensinar que, apesar do Atlântico, estaremos para sempre unidos.
H i s t ó r i c o
Em 1994 foi lançado o projeto da “Agenda Afro-brasileira” (que ainda era escrito assim, com hífem). Mais do que uma ferramenta de trabalho e de organização pessoal, a ideia era cobrir uma lacuna ainda não ocupada pelas ações da militância dos movimentos sociais negros ou até mesmo pelas entidades governamentais dedicadas ao tema: a pesquisa, a organização e a divulgação de datas e acontecimentos importantes do calendário africano e afro-brasileiro de forma sistemática e continuada. Naquela época (e mesmo nos dias de hoje) não havia uma agenda impressa com essa finalidade, se considerarmos que as poucas tentativas que existiram foram logo descontinuadas. Depois de quatro edições comercializadas, a Agenda continua sendo uma das fontes mais consultadas e citadas quando o assunto é o calendário afrobrasileiro. Pela sua importância e pela biografia dos seus idealizadores — os professores Acácio Almeida e Lucilene Reginaldo — o alcance do projeto pode ser percebido ainda hoje. No Google, existem cerca de 2.600 referências à Agenda (até setembro de 2011). Esperamos repetir essa experiência bem sucedida com a nova versão do projeto. Acreditamos que voltar a promover um produto com as pretensões da “Agenda Afrobrasileira” é uma forma de contribuir com a formação e a conscientização dos brasileiros em relação a história do negro no Brasil e no mundo e resgatar a memória daqueles que fizeram e fazem parte dessa luta.
D i r e ç ã o G e r a l
Acácio Almeida: Doutor em Sociologia, pela USP, e Pós-doutorado pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Atualmente é professor do Departamento de Antropologia da PUC/SP, professor no curso de Relações Internacionais da FACAMP (Faculdades de Campinas), professor no curso de especialização em história e cultura africana e afro-brasileira da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), professor no curso de aperfeiçoamento em história da África e das culturas afro-brasileiras na UFMG (projeto UNIAFRO), co-fundador e diretor da Casa das Áfricas, membro fundador do SSIM (Southern Spaces in Mouvement) e membro do grupo de antropologia da comunicação da Université de Cocody (Côte d´Ivoire). Idealizou, coordenou e editou a Agenda AfroBrasileira entre os anos de 1994 e 1997.
C o o r d e n a ç ã o
Ana Helena Passos: Advogada e Mestre em Serviço Social pela PUC-Rio. Membro do núcleo de pesquisa África-Brasil da Associação de Cultura Bantu do Litoral Norte de São Paulo (ACUBALIN), desenvolve trabalhos relacionados às questões raciais no Brasil e tem projetos na área de cultura e educação étnico-racial. Atualmente, realiza pesquisa sobre Estudos Críticos da Branquitude como tema para o seu doutorado em Serviço Social na PUC-Rio.
Cleude de Jesus: Professora e Advogada formada pela PUC-SP. Militante nas questões raciais e de gênero, tanto no continente africano quanto no Brasil.
E s t r a t é g i a D e C o n t e ú d o
Mappa: empresa de comunicação especializada em planejar, organizar e produzir conteúdo para promover marcas, empresas e instituições. A sua equipe de jornalistas, publicitários e designers desenvolve projetos editoriais, digitais e áudio-visuais, além de projetos proprietários com foco em cultura, entretenimento e informação. A Mappa é também uma das parceiras e investidoras nessa nova versão do projeto Agenda AfroBrasileira. www.mappa.etc.br
A p o i o
Instituto Casa das Áfricas: centro de pesquisa e de promoção de atividades culturais relacionadas ao continente africano, criado em 2003, com sede em São Paulo. O seu objetivo é contribuir para o processo de produção e ampliação de conhecimentos sobre as sociedades africanas e para o diálogo entre instituições e pesquisadores que tenham como foco de trabalho a África. www.casadasafricas.org.br
Fundação Sindika Dokolo: instituição privada, sem fins lucrativos, criada em 2005, em Luanda, Angola, pelo colecionador congolês Sindika Dokolo e pelo artista e curador angolano Fernando Alvim. A Fundação tem como objetivos colecionar, preservar, salvaguardar, difundir, refletir e promover a produção artística contemporânea do continente africano, bem como, promover a reflexão e a difusão, do pensamento filosófico e a estética da arte africana contemporânea. www.fondation-sindikadokolo.com
Soso: galeria de arte criada em 2009 pelo empresário Mario Almeida em parceria com o artista e curador Fernando Alvim, ambos angolanos, com o intuito de ser um espaço para a difusão e promoção da nova produção angolana e africana das artes visuais. Uma das principais estratégias da Soso é inserir artistas africanos e brasileiros na cena artística brasileira, buscando difundir a produção contemporânea africana, a fim de permitir uma atualização a respeito do imaginário brasileiro em relação a arte produzida atualmente em África, permitindo novas leituras e percepções. A palavra Soso é de origem Kikongo e em português pode ser traduzida como faísca, o estilhaço que dá partida no motor. www.soso-artecontemporaneaafricana.com
P a r c e r i a s
Kuanza: a Kuanza Produções é uma casa editorial dedicada à ampliação do campo das africanidades no Brasil. Uma proposta levada a termo por protagonistas negros, mulheres em especial. Em tradução livre, do banto, Kuanza significa os primeiros frutos dacolheita. www.kuanzaproducoes.com.br
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